(...) então, de repente, sem pretender, respirou fundo e pensou que era bom viver. mesmo que as partidas doessem, e que a cada dia fosse necessário adotar uma nova maneira de agir e de pensar, descobrindo-a inútil no dia seguinte - mesmo assim era bom viver. não era fácil, nem agradável. mas ainda assim era bom. tinha quase certeza.
(...)tive vontade de sentar na calçada da Rua Augusta e chorar, mas preferi entrar numa livraria, comprar um caderno lindo e anotar sonhos...
caio fernando abreu
domingo, 22 de março de 2009
China
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
45 Coisas não tão boas quanto parecem!
Melhor na Teoria:
1-Instituição do imposto de renda
2-Budismo
3-Sexo na Jacuzzi
4-A versão inédita do diretor
5-Surpresas do chef no menu
6-Revoluções armadas
7-Handebol
8-Adultério
9-A esquerda no poder
10-O poder
11-Acampar
12-Festas com comidas típicas
13-Halloween
14-Dirigir um conversível
15-A Bahia
16-Queijo extra
17-A verdade
18-MBA
19-Fazer sua própria massa
20-Encontro com velhos amigos de colégio
21-Pet zoos
22-Nadar pelado
23-Salas Vip
24-Pagar 2 levar 3
25-40 min de extras n DVD
26-Cachorrinhos ensinados
27-Chimpanzés quase humanos
28-Festas á fantasia
29-Festas-surpresa
30-Festas de casamento
31-Fãs de Orkut
32-O Orkut
33-Qualquer coisa á parmeggiana
34-50% off
35-A nova e surpreendente comédia da Reese Whiterspoon
36-Futevôlei
37-Frozen iogurt
38-Zonas erógenas alternativas
39-Ingressos antecipados para show beneficiente
40-Comédias de improvisação
41-A participação da audiência
42-Camêras escondidas
43-Albergues da juventude
44-A juventude
45-Conteúdo exclusivo no site
:-)
1-Instituição do imposto de renda
2-Budismo
3-Sexo na Jacuzzi
4-A versão inédita do diretor
5-Surpresas do chef no menu
6-Revoluções armadas
7-Handebol
8-Adultério
9-A esquerda no poder
10-O poder
11-Acampar
12-Festas com comidas típicas
13-Halloween
14-Dirigir um conversível
15-A Bahia
16-Queijo extra
17-A verdade
18-MBA
19-Fazer sua própria massa
20-Encontro com velhos amigos de colégio
21-Pet zoos
22-Nadar pelado
23-Salas Vip
24-Pagar 2 levar 3
25-40 min de extras n DVD
26-Cachorrinhos ensinados
27-Chimpanzés quase humanos
28-Festas á fantasia
29-Festas-surpresa
30-Festas de casamento
31-Fãs de Orkut
32-O Orkut
33-Qualquer coisa á parmeggiana
34-50% off
35-A nova e surpreendente comédia da Reese Whiterspoon
36-Futevôlei
37-Frozen iogurt
38-Zonas erógenas alternativas
39-Ingressos antecipados para show beneficiente
40-Comédias de improvisação
41-A participação da audiência
42-Camêras escondidas
43-Albergues da juventude
44-A juventude
45-Conteúdo exclusivo no site
:-)
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Mon Animal
MON ANIMAL
Eu a vejo quase todas as manhãs.Não é exatamente bonita.Aliás, ela é de uma feiúra estranha como se carregasse uma boniteza espalhada em si,nos gestos e não nos traços exatamente. Não importa.
Importa é que a vejo acompanhada perenemente pelo seu cão. Um pastor alemão com cara de bom companheiro. É o que vejo. Olha a muito, encaixa seu focinho entre os joelhos dela, gane querendo dengo. Ela também, essa minha vizinha de uns quarenta e vividos anos, brinca de não-solidão com esse cachorro específico; gosta dele, ri:
- Não Duque, assim não, deixa o moço, Duque, me espere. Não vá na minha frente assim, cuidado com o carro, menino.
Ele a olha como quem agradece. E vão os dois, não em vão, pelas ruas de Copacabana sob o sol felizes que só vendo. Eu vejo.
Ela é camelô; nos encontramos no elevador e eu:
-Vocês se divertem tanto, é tão bonito.
-É, nos conhecemos na rua. Ele olhou pra mim bem nos meus olhos. Eu estava trabalhando. Vi logo que era um cão bem cuidado fisicamente, mas faltava, mas faltava-lhe carinho. Deixei minhas bugigangas (ela vende coisas que querem imitar jóias antigas) por não sei quanto tempo e fiquei agachada na calçada da Avenida Nossa Senhora, só namorando ele. Decidimos que ele viria morar comigo. Naturalmente. Tudo aconteceu “naturalmente”, ela frisou, como se quisesse dissipar de qualquer de mim qualquer sombra de suspeita de um possível roubo.
Noutro dia, no mesmo elevador ela com seu carrinho de balangandãs, eu e o Duque. O elevador apertado e ela continuou, à moda feminina, a conversa do último elevador nosso:
-Tenho certeza que ele é de Câncer. É muito sensível, só falta falar, né Duque?....ele na é lindo.
-Lindíssimo. E você que signo é?
-Ah, eu sou Capricórnio, mas com ascendente em Câncer, combina sim.
Eu vejo Duque lambendo as mãos dela, as magras mãos cujos dedos ela oferecia de propósito à “imordida” dele. Eu olho admirando receosa por conta dos afiados dedos dele.Quase não entendo de cães.
-Ah, você tem medo...ô...não ofenda ele; Duque entende pensamentos e não gostou do que você pensou.Jamais me morderia, jamais me trairia.Né Duque?
Senti o pensamento de Duque latindo que jamais a trairia. Achei bonito. Chegamos.
-Tchau, bom trabalho.Tchau Duque.
Fui para a rua pensando longamente nos dois,. Depois pensei nos mistérios da astrologia e perdi o fio do meu pensamento. Ao final da tarde avistei o crepúsculo na praia.
Depois vi os dois voltando sorridentes e caninos, sob a noite estrelada; ela com fitas de vídeo penduradas ao braço; sempre conversando com ele.
Tenho inveja de Ângela. Essa é que é a verdade. O animal que eu quero não mora comigo, não almoça mais comigo,não brinca mais, não me telefona, não me adivinha os pensamentos, não me acompanha ao crepúsculo, não gane querendo dengo, nossos signos parecem não mais combinar. O animal que eu quero, pensa demais e por isso não passeia mais comigo.
E o pior, não me lambe mais.
Elisa Lucinda.
Eu a vejo quase todas as manhãs.Não é exatamente bonita.Aliás, ela é de uma feiúra estranha como se carregasse uma boniteza espalhada em si,nos gestos e não nos traços exatamente. Não importa.
Importa é que a vejo acompanhada perenemente pelo seu cão. Um pastor alemão com cara de bom companheiro. É o que vejo. Olha a muito, encaixa seu focinho entre os joelhos dela, gane querendo dengo. Ela também, essa minha vizinha de uns quarenta e vividos anos, brinca de não-solidão com esse cachorro específico; gosta dele, ri:
- Não Duque, assim não, deixa o moço, Duque, me espere. Não vá na minha frente assim, cuidado com o carro, menino.
Ele a olha como quem agradece. E vão os dois, não em vão, pelas ruas de Copacabana sob o sol felizes que só vendo. Eu vejo.
Ela é camelô; nos encontramos no elevador e eu:
-Vocês se divertem tanto, é tão bonito.
-É, nos conhecemos na rua. Ele olhou pra mim bem nos meus olhos. Eu estava trabalhando. Vi logo que era um cão bem cuidado fisicamente, mas faltava, mas faltava-lhe carinho. Deixei minhas bugigangas (ela vende coisas que querem imitar jóias antigas) por não sei quanto tempo e fiquei agachada na calçada da Avenida Nossa Senhora, só namorando ele. Decidimos que ele viria morar comigo. Naturalmente. Tudo aconteceu “naturalmente”, ela frisou, como se quisesse dissipar de qualquer de mim qualquer sombra de suspeita de um possível roubo.
Noutro dia, no mesmo elevador ela com seu carrinho de balangandãs, eu e o Duque. O elevador apertado e ela continuou, à moda feminina, a conversa do último elevador nosso:
-Tenho certeza que ele é de Câncer. É muito sensível, só falta falar, né Duque?....ele na é lindo.
-Lindíssimo. E você que signo é?
-Ah, eu sou Capricórnio, mas com ascendente em Câncer, combina sim.
Eu vejo Duque lambendo as mãos dela, as magras mãos cujos dedos ela oferecia de propósito à “imordida” dele. Eu olho admirando receosa por conta dos afiados dedos dele.Quase não entendo de cães.
-Ah, você tem medo...ô...não ofenda ele; Duque entende pensamentos e não gostou do que você pensou.Jamais me morderia, jamais me trairia.Né Duque?
Senti o pensamento de Duque latindo que jamais a trairia. Achei bonito. Chegamos.
-Tchau, bom trabalho.Tchau Duque.
Fui para a rua pensando longamente nos dois,. Depois pensei nos mistérios da astrologia e perdi o fio do meu pensamento. Ao final da tarde avistei o crepúsculo na praia.
Depois vi os dois voltando sorridentes e caninos, sob a noite estrelada; ela com fitas de vídeo penduradas ao braço; sempre conversando com ele.
Tenho inveja de Ângela. Essa é que é a verdade. O animal que eu quero não mora comigo, não almoça mais comigo,não brinca mais, não me telefona, não me adivinha os pensamentos, não me acompanha ao crepúsculo, não gane querendo dengo, nossos signos parecem não mais combinar. O animal que eu quero, pensa demais e por isso não passeia mais comigo.
E o pior, não me lambe mais.
Elisa Lucinda.
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Eua
Porto Alegre

Brasil - 20h02 -
Manifestantes na Câmara dos Vereadores de Porto Alegre (RS) erguem cartazes contra a votação do projeto de reurbanização do Pontal do Estaleiro. O vereador Haroldo de Souza (PMDB) foi atingido por diversas moedas jogadas em sua direção durante a manifestação. O projeto, para ser aprovado, precisa receber 19 votos favoráveis.
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