Skap
Zeca Baleiro
Composição: Zeca Baleiro
quando você pinta tinta nessa tela cinza
quando você passa doce dessa fruta passa
quando você entra mãe-benta amor aos pedaços
quando você chega nega fulô boneca de picheflor de azevi- che
você me faz parecer menos só
menos sozinho
você me faz parecer menos pó
menos pozinho
quando você fala bala no meu velho oeste
quando você dança lança flecha estilingue
quando você olha molha meu olho que não crê
quando você pousa mariposa morna lisao sangue encharca a camisa
quando você diz o que ninguém diz
quando você quer o que ninguém quis
quando você ousa lousa pra que eu possa ser giz
quando você arde alardeia sua teia cheia de ardis
quando você faz a minha carne triste quase feliz
terça-feira, 14 de agosto de 2007
MAMÃE OXUM
HEAVY METAL DO SENHOR

Heavy Metal Do Senhor
Zeca Baleiro
Composição: Zeca Baleiro
O cara mais underground que eu conheço é o Diabo
Zeca Baleiro
Composição: Zeca Baleiro
O cara mais underground que eu conheço é o Diabo
Que no inferno toca cover das canções celestiais
Com sua banda formada só por anjos decaídos
A platéia pega fogo quando rolam os festivais
Enquanto isso Deus brinca de gangorra no playground
Do céu com santos que já foram homens de pecado
De repente os santos falam "toca Deus um som maneiro"
E Deus fala "aguenta vou rolar um som pesado"
A banda cover do Diabo acho que já tá por fora
O mercado tá de olho é no som que Deus criou
Com trombetas distorcidas e harpas envenenadas
Mundo inteiro vai pirar com o heavy metal do Senhor
DESPEDI MEU PATRÃO

Eu Despedi O Meu Patrão
Zeca Baleiro
Composição: Zeca Baleiro
(Refrão 2x)Eu despedi o meu patrão
Zeca Baleiro
Composição: Zeca Baleiro
(Refrão 2x)Eu despedi o meu patrão
Desde o meu primeiro emprego
Trabalho eu não quero não
Eu pago pelo meu sossego...Ele roubava o que eu mais valia
E eu não gosto de ladrão
Ninguém pode pagar nem pela vida mais vazia
Eu despedi o meu patrão...(Refrão 2x)Eu despedi o meu patrão
Desde o meu primeiro emprego
Trabalho eu não quero não
Eu pago pelo meu sossego...Ele roubava o que eu mais valia
E eu não gosto de ladrão
Ninguém pode pagar nem pela vida mais vadia
Eu despedi o meu patrão...(Refrão 2x)Eu despedi o meu patrão Desde o meu primeiro emprego
Trabalho eu não quero não Eu pago pelo meu sossego...Ele roubava o que eu mais valia
E eu não gosto de ladrão
Ninguém pode pagar nem pela vida mais vazia
Eu despedi o meu patrão...(Refrão 2x)Eu despedi o meu patrão
Desde o meu primeiro emprego Trabalho eu não quero não Eu pago pelo meu sossego...Ele roubava o que eu mais valia
E eu não gosto de ladrão
Ninguém pode pagar nem pela vida mais vadia
Eu despedi o meu patrão...Não acreditem, no primeiro mundo
Não acreditem, no primeiro mundo
Só acreditem, no seu próprio mundoSó acreditem, no seu próprio mundo
Seu próprio mundo é o verdadeiro Meu primeiro mundo, não
Seu próprio mundo é o verdadeiro Meu primeiro mundo, não
Seu proprio mundo é o verdadeiro Primeiro mundo, então...Mande embora, mande embora agora
Mande embora, agora, mande embora o seu patrão
Seu patrão, o seu patrão (2x)Ele não pode pagar o preço
Que vale a tua pobre vida, ó meuÓ meu irmão...(2x)
ATÉ O FIM

Quando nasci veio um anjo safado
O chato do querubim
E decretou que eu tava predestinado
A ser errado assim
Já de saída a minha estrada entortou
Mas vou até o fim..
"Inda" garoto deixei de ir à escola
Caçaram meu boletim
Não sou ladrão , eu não sou bom de bola
Nem posso ouvir clarim
Um bom futuro é o que jamais me esperou
Mas vou até o fim...Eu bem que tenho ensaiado um progresso
Virei cantor de festim
Mamãe contou, que eu faço um bruto sucesso
Em Quixeramobim...Não sei como o maracatu começou
Mas vou até o fim...Por conta de umas questões paralelas
Quebraram meu bandolim
Não querem mais ouvir as minhas mazelas
E a minha voz chinfrim
Criei barriga, a minha mula empacou
Mas vou até o fim...Não tem cigarro, acabou minha renda
Deu praga no meu capim
Minha mulher fugiu com o dono da venda
O que será de mim?Eu já nem lembro "pronde" mesmo que eu vou
Mas vou até o fim...Como já disse era um anjo safado
O chato dum Querubim Que decretou que eu estava predestinado
A ser todo ruim
Já de saída a minha estrada entortou
Mas vou até o fim...Mas vou até o fim
TUA BOCA

A Tua Boca
Zeca Baleiro
Composição: Indisponível
Não é venenoA tua bocaQuando chama a luz do diaQuando diz que a chama é poucaQuando ama tão vadiaSe reclama ser tão poucaA outra boca que esvaziaQuando beija ou abandonaQuando clama entre as chamas quando chiaQuando pia entre as ramasQuando adoça é como ardiaNão é veneno quando mataQuando salva e quando adiaQuando loucaNão é veneno a tua bocaQuando é coisa de magiaQuando cobra que se enroscaQuando água que se afogaQuando forca que alivia.
Zeca Baleiro
Composição: Indisponível
Não é venenoA tua bocaQuando chama a luz do diaQuando diz que a chama é poucaQuando ama tão vadiaSe reclama ser tão poucaA outra boca que esvaziaQuando beija ou abandonaQuando clama entre as chamas quando chiaQuando pia entre as ramasQuando adoça é como ardiaNão é veneno quando mataQuando salva e quando adiaQuando loucaNão é veneno a tua bocaQuando é coisa de magiaQuando cobra que se enroscaQuando água que se afogaQuando forca que alivia.
REALIZAÇÃO

Realização. Esta é palavra chave na minha ‘’pacata’’ vida.
Explico: tudo gira em torno disso.
Cada cobrança familiar, a cobrança interna, pressões de todos os lados.
Esclarecendo, pressão por trabalhar em algo comum, porque meu interesse
é e sempre foi trabalhar com música. Viver da música, por ela e para ela.
Mas todos são empurrados a um estilo de vida mais comum, um trabalho mais comum. “vida de artista’’, seja qual for a arte é sempre difícil, marginalizada, motivo de piada. Não generalizo, mas, em geral, se alguém perguntar o que você faz e você diz: sou musicista, ou sou artista, ah, a resposta é na lata: e trabalha no que? Aí ficamos com cara de caneca. Aquela cara de quem ganha uma xícara, e não sabe bem o que dizer. Muito chato! Faz pensar nisso tudo, o que tenho feito que não trabalho como secretária, num banco, ou numa loja?
Que tipo de vida é essa? Quer escrever? Quer cantar? Tocar um instrumento?
Quem sabe dançar? Nada disso! Vá trabalhar.
Qual a saída pra quem tem uma alma que não se encaixa no horário comercial?
Que tem um organismo que não permite acordar de madrugada e trabalhar até as dezoito horas, faz o que? Fica à margem?
Me encontro assim. Posso fazer mil coisas não enquadradas nesse padrão mas quem vai entender, de onde virá o sustento que proverá o pão?
Se abrir mão de sonhos e se render a tudo que lutam para que nos tornemos?
Se resiste bravamente sem saber para onde leva essa vida louca vida como dizia o poeta?
Eis a questão caros. E que questão! Martela e sobrevoa a cabeça a cada momento. Angustia, paralisa e penaliza a todos os familiares, amigos e principalmente quem sofre desse mal.
Mas o que fazer? Sigo buscando a resposta. E espero não descobrir tarde demais, tanto para mim, quanto para os que me cercam. Sinceramente!
Explico: tudo gira em torno disso.
Cada cobrança familiar, a cobrança interna, pressões de todos os lados.
Esclarecendo, pressão por trabalhar em algo comum, porque meu interesse
é e sempre foi trabalhar com música. Viver da música, por ela e para ela.
Mas todos são empurrados a um estilo de vida mais comum, um trabalho mais comum. “vida de artista’’, seja qual for a arte é sempre difícil, marginalizada, motivo de piada. Não generalizo, mas, em geral, se alguém perguntar o que você faz e você diz: sou musicista, ou sou artista, ah, a resposta é na lata: e trabalha no que? Aí ficamos com cara de caneca. Aquela cara de quem ganha uma xícara, e não sabe bem o que dizer. Muito chato! Faz pensar nisso tudo, o que tenho feito que não trabalho como secretária, num banco, ou numa loja?
Que tipo de vida é essa? Quer escrever? Quer cantar? Tocar um instrumento?
Quem sabe dançar? Nada disso! Vá trabalhar.
Qual a saída pra quem tem uma alma que não se encaixa no horário comercial?
Que tem um organismo que não permite acordar de madrugada e trabalhar até as dezoito horas, faz o que? Fica à margem?
Me encontro assim. Posso fazer mil coisas não enquadradas nesse padrão mas quem vai entender, de onde virá o sustento que proverá o pão?
Se abrir mão de sonhos e se render a tudo que lutam para que nos tornemos?
Se resiste bravamente sem saber para onde leva essa vida louca vida como dizia o poeta?
Eis a questão caros. E que questão! Martela e sobrevoa a cabeça a cada momento. Angustia, paralisa e penaliza a todos os familiares, amigos e principalmente quem sofre desse mal.
Mas o que fazer? Sigo buscando a resposta. E espero não descobrir tarde demais, tanto para mim, quanto para os que me cercam. Sinceramente!
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